terça-feira, 21 de abril de 2015

ser ou não ser

Sinceramente, a coisa que mais me irrita com essa doença é que não consigo ser eu mesma, eu começo a atacar as pessoas, ser chata, tudo para mim é triste. Eu tento escrever aqui, para clarear meus sentimentos e pensamentos mas é dificil quando você não sabe o que sente, as vezes não sinto nada, é como se fosse um vazio e eu só sentisse tristeza ou desamparo. Eu não conheço nem mais o sentimento de amor, parece que não existe isso mais em mim.
O que eu mais sinto falta, é da velha eu, como minhas amigas dizem eu podia acordar 6 horas da manhã e com um sorriso no rosto, eu era constantemente alegre e carinhosa com todas as pessoas. Agora? Não sei mais quem sou, só brigo, choro, me isolo de tudo e de todos. 
Mas eu decidi. Não posso deixar a doença falar por mim, vou fazer o meu melhor para mudar. Não, mudar não é a palavra certa, voltar a me sentir como eu mesma e ser melhor. Melhor para mim e para os meus amigos. 
Minha amiga disse, eu tenho mais bondade no meu dedo mindinho do que muitas pessoas tem no corpo todo (frases da cinderela), só ultimamente me esqueci de como é ser eu. 
Mas eu voltarei, é uma promessa.

Editando essa postagem, pois percebi, de novo... que não disse tudo. Quem eu quero ser, não é isso que eu sou. Eu não sou essa pessoa. Eu era a pessoa mais altruísta do mundo, agora sou a pessoa mais egoísta do mundo... isso me faz querer desaparecer. E sabe, é verdade... Você não sabe quem você é, até que você se perde. Eu me perdi e me transformei nisso que sou agora, mas cheguei a conclusão QUE EU, não sou assim. A doença, as influências externas e mais um milhão de fatores, me fizeram diferente por um período tempo... mas eu percebi, eu me perdi e percebi, essa não sou eu.
Essa pessoa agora, essas atitudes, isso não é quem eu sou. Eu sou diferente.
Eu fui sem educação e egoísta com várias pessoas, eu posso muito bem ser invisível para os meus pais, mas eles me ensinaram uma coisa... uma coisa, que eu esqueci por um tempo. Eles me ensinaram a ser gentil e ser educado. Porque, não acredito nisso, que você tem que ser ruim para conseguir algo na vida... e não acredito que você tem que ter um coração de diamante, para evitar sofrimentos.
As pessoas que tem um coração enorme podem sofrer e se decepcionar, mas elas sabem amar como ninguém, sabem que se sofreu, foi porque valeu a pena, porque você deu tudo o que você tinha para uma pessoa, porque você a amou e ela também te amou. E por N fatores, isso acabou terminando. Não o amor, mas vocês se afastaram e claro a pessoa que tem um grande coração vai sofrer horrores, mas isso não vai impedir ela de amar novamente e novamente. E isso é ser humano. O que muitas vezes esquecemos, as vezes somos menos que um humano, as vezes somos humanos e as vezes somos mais que humanos.
E talvez não percebemos nosso significado no mundo, mas podemos perceber que somos ambos: insignificante e muito significante e isso é uma escolha, um livre arbítrio, você escolhe o que você quer ser em determinado momento.
E eu escolhi, eu sou a pessoa de antes, não a que mudou por causa de uma doença.
A bondade é a coisa mais preciosa que se tem nesse mundo, é claro, que não é porque você é bom que coisas boas vão acontecer com você. Mas quando você é bom, automaticamente você se sente bem, fazendo os outros felizes.
Isso é quem eu sou, quem eu fui criada para ser, uma pessoa gentil, carinhosa e amorosa.Fui criada para pensar nos outros antes de eu mesma.
Para perdoar e amar. Mas antes de tudo, eu preciso aprender a me perdoar. Para poder recomeçar e voltar para os meus princípios.

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